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Solidão

Num comodo perdido
sem portas e janelas n'algum lugar duma mansão
não há luz , nem som
Um lugar envelhecido 

Não havia local para poeira entrar
e tudo que havia permanecia lá
nada entra nada se esvai
uma miniatura doentia do mundo

Nos moveis de madeira ressecados
jaziam o unico sinal dos anos passados
que não seriam percebidos
vendo os ladrilhos luzidos

Surpreendente há de se clamar
ainda havia vida lá
por anos a fio existindo
Atraves dum canibalismo doentio

Insentos se revezavam,comiam os velhos e procriavam
uma ou duas familhas de ratos
Sobreviviam do incesto e de seus velhos
Tudo passava fome 
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Noite

É noite! as sombras correm nebulosas.
Vão três pálidas virgens silenciosas
Através da procela irrequieta.
Vão três pálidas virgens… vão sombrias
Rindo colar n’um beijo as bocas frias…
- Na fronte cismadora do Poeta —.
- “Saúde, irmão, eu sou a Indiferença.
Sou eu quem te sepulta a idéia imensa,
Quem no teu nome a escuridão projeta…
Fui eu que te vesti do meu sudário…
Que vais fazer tão triste e solitário?…”
- “Eu lutarei!” — responde-lhe o Poeta.
- “Saúde, meu irmão! Eu sou a Fome.
Sou eu quem o teu negro pão consome…
O teu mísero pão, mísero atleta!
Hoje, amanhã, depois… depois (qu’importa?)
Virei sempre sentar-me à tua porta…”
- “Eu sofrerei!” — responde-lhe o Poeta.
- “Saúde, meu irmão! Eu sou a Morte.
Suspende em meio o hino augusto e forte.
Marquei-te a fronte, mísero profeta!
Volve ao nada! Não sentes neste enleio
Teu cântico gelar-se no meu seio?”
- “Eu cantarei no céu” — diz o Poeta!