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Como Nascem as Bruxas

Quando o fel amargo da sina e a bílis negra do rancor brotam como ondas flamejantes nos mares tempestuosos da alma e do coração de uma mulher, tome cuidado homem, anjo ou deus!... Porque a mulher é uma criatura misteriosa e estranha, muito além de santa e demônio ─ mata com o olhar e com o sentimento! Flui em suas veias o místico e rebelde sangue de Eva e em sua boca escorre a saliva peçonhenta e luxuriosa de Lilith. Carrega dentro de si o céu e o inferno, e a sua capacidade de amar e odiar é infinita. Portanto, tu, que estás a ler estas linhas, temei a mulher quando ela te odiar! A mulher é enigma e labirinto, amor e morte, paixão e ódio, arco-íris e relâmpago, poesia e cólera, luz e sombra, berço e túmulo!

Machucaste uma mulher? Se tu fores um homem, sofrerás; se tu fores um deus, perderás um seguidor.

São muitas as histórias de mulheres e muitas as de bruxas. Esta é uma delas. De bruxa e de mulher. Se tu, cristão, estás a ler estas linhas, é melhor persignar-te antes de continuar a leitura desta sombria e metuenda história!

Rebecca tinha dezoito primaveras naquele ano de 1692, em Salém. Mas para ela, então, não eram primaveras, mas sim outonos – outonos de tristeza, de ódio, de ojeriza ao seu fadário de réprobo.

Ela sabia que, se continuasse com a vidinha estúpida que levava em Salém, nunca seria nada na vida.  A vida é assim, mormente para os miseráveis: as portas só são abertas para os fortes, pois aos tíbios é dado o veneno negro da vida e o labirinto da mediocridade. A porta do inferno é ampla e fica aberta noite e dia, por ela passam os fortes e ousados. A outra porta, mais estreita, é a do céu: passam por ela os que suportaram o sofrimento nos braços de Jesus, sem venderem sua alma e sem sucumbirem à angústia do fracasso. Mas Rebecca não queria o infortúnio como ingrediente básico do crescimento espiritual – queria a vida sem dor, a paixão, a lascívia sem sofrimento, no prazer, no gozo da carne.

Passam as estações da existência, e logo o outono imperava na vida de Rebecca. O outono do infortúnio e da danação. Rebecca estava agora junto ao leito de seu amor, Joshua, já quase morto por uma doença terrível, algo muito pior que a lepra! Joshua parecia um zumbi. Sua aparência física era pior do que uma pessoa com anorexia em estágios finais.  Joshua, o amor de Rebecca, que sempre rezara, sempre semeara o amor e o bem, mas agora ele estava morrendo. Os ossos pareciam querer furar a pele branca, cadavérica. A carne começava a ficar pútrida, fétida. Era praticamente um nauseabundo esqueleto vivo, e o olhar perdido, embaciado, fitava o nada da vida e sonhava com uma libertação na morte. A dor era tanta, que Joshua não mais falava, mas trauteava algo como um cântico profano em repúdio à dor excruciante da enfermidade satânica.

Rebecca tentava consolar Joshua, mas era inútil. O deus que Joshua adorara durante toda a sua vida agora o premiara com a negação de ajuda ante a terrível doença.

Rebecca ia perdendo a fé, mas num último hausto de esperança, olhou o crucifixo na parede. Ali estava Cristo, o crucificado. Uma prece, a última, a derradeira desprendeu-se dos lábios de Rebecca, como num murmúrio, como uma pétala da flor negra do desespero caindo, açoitada pelos ventos do destino cruel.

─ Jesus, não o deixe morrer! Por favor, não deixe meu amor morrer!... Eu o quero perto de mim, preciso de Joshua, do seu amor e seu corpo, ao meu lado, me tirando da solidão da vida... Não, Senhor!... Não o deixe que o levem... Não me deixe sozinha neste mundo de sonhadores e desgraçados!”

O amor de Rebecca. O sofrimento de Joshua. O fardo da enfermidade consumindo-o como um veneno lento e inexorável. Joshua macilento, lúrido, às portas da morte, nas vascas da agonia. Rebecca desesperando, perdendo as ilusões, as esperanças do auxílio da mão divina...

Os olhos de Joshua pareciam dizer a Rebecca:

“Rebecca...estou caindo na escuridão...faz frio, agora...Ouça-me, querida...estou morrendo...é um vácuo a morte, e nele há o fim mas o começo de uma nova dor... Rebecca, me salva do inferno!”

Ao que Rebecca respondia, desesperada:

─ Não morra meu amor! Oh, não morra!

O último suspiro quase coincidiu com o trovão da tempestade, lá fora, na noite, que chegava como o veredicto da morte.

Logo, o temporal. A chuva. Lágrimas nos olhos de Rebecca.

Rebecca ainda tentou manter Joshua, seu amor, à vida, mas já era tarde. Sacudiu-o no leito, mas ele morria, ele morria! Estava agonizando, descendo ao reino das sombras, ao país dos mortos. A respiração cessava. O coração parava de bater. Uma frieza cadavérica apossava-se do corpo esquálido, carcomido pelo mal que lhe consumia.

Então sobreveio o horror. Uma coisa tenebrosa aconteceu! Joshua, agonizando, expeliu um grito final, de desespero e medo, que retumbou no quarto como retumbam os trovões do inferno, e concomitantemente, o corpo esquelético de Joshua começou a tremer como que atravessado pela eletricidade estranha e medonha da morte. Uma baba ou gosma sanguinolenta escorreu pela comissura da boca. A carne pútrida foi se desprendendo como que a derreter sob sóis infernais calcinantes, invisíveis ao olhar humano são. E os olhos saltaram das órbitas, e um cheiro nauseabundo evolou da pele lívida de Joshua, como uma emanação mefítica de mil carniças nas pradarias ardentes do inferno, até que o paroxismo do horror veio na forma do silêncio sepulcral e do rigor mortis.

Rebecca baixou a cabeça, vencida pelo horror, pelo medo, pelo desespero... E pelo ódio! Sim, ódio do destino, do descaso de Deus... Pois onde estivera Ele, enquanto Joshua morria, engolido pela morte?

Rebecca soltou um grito histérico, insano. Depois, parecia estar catatônica. Olhou o patético crucifixo na parede.

A ira. A loucura. O desespero. Ingredientes sinistros para uma transformação diabólica de alma. Tudo a envenenar a alma da jovem.

Rebecca apanhou a bíblia e alguns frascos de remédios de sobre o criado-mudo e, num ímpeto de selvagem loucura e ódio, pôs-se a atirá-los furiosamente sobre o crucifixo na parede, gritando blasfêmias e impropérios.

─ Maldito sejas tu, ó deus dos desgraçados! Porque deixaste meu amor morrer, Deus inútil? Por que não o salvaste? Eu respondo: porque és o deus dos tíbios!

Com o estrondo do trovão da tempestade lá fora, um pacto parecia selar-se nos recônditos da alma de Rebecca. E ela comemorou com uma gargalhada insana quando a luz súbita do relâmpago atravessou a vidraça da janela e iluminou-lhe o cenho rancoroso, antes de murmurar para si própria:

─ Doravante terei mil razões de vingar-me do destino, por mil eras eu te odiarei, ó Deus inútil dos fracos!...A magia do meu ódio será o legado que deixarei sobre esse vale de lágrimas, a Terra, de onde me tiraste aquele a quem amei, o meu querido Joshua!

Assim nascem as bruxas - nascem do desespero incoercível, do ódio contumaz e da rebeldia ante o corte dos liames da paixão pelas mãos divinas!...
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Minha ex-tranha namorada (Por Carlos Henrique Fernandes Gomes)

Maria Eduarda me conheceu num barzinho sinistro da parte divertida da Rua Augusta. Ambiente escuro, quase sem ar, pelas paredes descia uma luz avermelhada, música eletrônica esquisita, depressiva, a batida desconcentrando a gente, um sussurro indefinido de fundo dando tonteira na cabeça.

De repente uma mão fria pegou na minha e me conduziu com leveza, até com doçura. Semi-despertei do transe da música e senti minhas costas encostarem à parede, um corpo colou-se ao meu. Corpo que meu tato definiu como de mulher e uma boca fria acariciou a pele sensível do meu pescoço...

Acordei tonto, pescoço dolorido, uma moleza desconfortável no corpo, náusea, calafrios. Estava deitado num banco da Praça da República e me lembrava mais ou menos do que aconteceu só até aquela boca tocar meu pescoço. Já era meio da madrugada e ao meu lado uma moça com visual gótico, que nunca vi antes, amparava minha cabeça em suas coxas. Na hora apalpei o bolso para ver se minha carteira ainda estava lá; sim estava, se com o dinheiro que sobrou não me lembro.

Moça bonita, não, mentira, linda. Bem branca, cabelos pretos, lisos e compridos, com a franja para a direita, olhos negros atrás de óculos de armação preta oblonga, combinando com o queixo fino, rosto sério, bochechas quase rosadas, boca pequena, bem vermelha, nariz arrebitado e voz macia. Ela me disse que na escuridão do barzinho tropeçou em alguém caído e resolveu ajudar. Pronto, foi assim que nos conhecemos.

Assim que a estação República do metrô abriu, ela me levou até em casa. Dentro da minha cabeça rodopiavam as imagens velozes e o barulho vertiginoso do metrô, as vozes pareciam de desenho aminado, eu sentia o chão macio e cheio de altos e baixos sob meus pés dormentes e suas mãos frias e firmes me seguravam quando eu ia cair. Não me lembro de ter feito baldeação na estação Sé, da linha vermelha para a azul, nem de ter andado da estação Santa Cruz até meu apartamento, mas acordei bem depois do meio-dia, todo dolorido, no sofá desconfortável da minha sala. Não sei por onde Maria Eduarda saiu porque a porta estava trancada pelo lado de dentro.

Acabamos nos encontrando por acaso nos dias seguintes, sempre de noite, na Avenida Paulista, no Centro Cultural, no Viaduto Santa Efigênia, depois em frente à Galeria do Rock e outra no Vale do Anhangabaú. Mundo pequeno esse, aí conversa vai, conversa vem, rolou um clima e começamos a namorar.

A convivência me fez notar algumas de suas estranhezas: Maria Eduarda não gosta da luz do sol, diz que lhe arde os olhos, tem as mãos e os pés frios, diz que é por causa da pressão baixa, mas as outras partes também são frias. Uma vez o síndico me interfonou dizendo que os vizinhos viram alguém entrar voando pela minha varanda, depois de rir muito da cara dele e dizer que minha namorada devia ter esquecido a chave, ao desligar o aparelho, dei de cara com ela, linda, toda de preto. Fiquei na dúvida se tinha feito uma cópia da chave para ela.

Maria Eduarda era uma universo fascinante. Qualquer assunto ela dominava e me falava de coisas que nunca ouvi antes: histórias do passado, do presente e do futuro. Eram narrativas com detalhes de quem viveu tudo aquilo e isso a deixava com uma aura quase sobrenatural. E eu sentia que a cada dia perdia o pouco controle que tinha sobre mim, a cada dia me apaixonava mais e mais por ela.

Tivemos nosso primeiro “mal entendido” quando eu quis me exibir: “Assombração não me faz medo, não tremo diante de fantasma, de gente que vira bicho, de morto que bebe sangue. Esses não têm conceito comigo!” Maria Eduarda, com a sobrancelha esquerda erguida, fazia um esforço de titã para se controlar, ficou até ofegante, linda, intimidadora. Fechou a cara, ajeitou os óculos, e respondeu meio que rosnando: “Você devia ter mais respeito com o que não conhece! Que moral você tem pra falar disso? Já viu alguma assombração antes?” Caí na besteira de perguntar se ela tinha medo de assombração e ouvi: “A assombração sou eu, meu amigo!” Senti um medo que nunca havia sentido antes: medo de perder aquela mulher incrível! Passei o resto da noite tentando consertar a merda que fiz, sentindo-me um filho da puta plus por magoar de um jeito tão imbecil o coração da mulher que amava, e ela, com a sobrancelha esquerda erguida, sem me olhar, respondia com grunhidos monossilábicos.

Senti que Maria Eduarda era a mulher da minha vida na primeira noite que fizemos amor. Meu deus! Por que não a encontrei antes, quer dizer, por que ela não tropeçou em mim antes?

Deliciosa!

Dominadora, assustadora, do jeito que eu gosto!

Maria Eduarda por cima, com seu corpo frio e gostoso, debruçada sobre o meu corpo trêmulo, segurando meus braços com força desproporcional, a boca grudada ao meu pescoço o tempo todo, às vezes tirava, estalava a língua e gemia “gossstoso”.

Eu me debatia debaixo dela, sentia que ia perder as forças! Como se Maria Eduarda apertasse meu pescoço, faltou o ar e meu tesão aumentou demais. Queria que ela apertasse mais forte, eu queria me libertar, eu queria ficar, eu me debatia debaixo dela, sua boca fria no meu pescoço dolorido, seus gemidos, seus grunhidos de fera, minha visão ficando embaçada, as forças se acabando, seu corpo gostoso e frio se mexendo sobre o meu corpo quase frio, uma névoa fria nos envolvendo, calafrios, o pescoço ardendo.

E lá se foi a última reserva de forças num não sei quê revirando no meu baixo ventre, numa revoada de assas selvagens, num riff de guitarra, calor-frio-tremor na cavalgada de um corcel negro, de zero a cem por hora em dois segundos!

Meu deus! Que mulher!

Acordei com dor de cabeça, tontura, o corpo dolorido e o pescoço duro. A visão desembaçando aos poucos me permitiu ver Maria Eduarda sentada no chão, ao lado da cama, olhando para mim:

— Oi, doçura! — ouvi, como se viesse lá de longe, a voz meiga da minha estranha namorada de bochechas rosadas.

— Oi, amor... — gemi. Não tive forças para sair da cama.

Maria Eduarda não ria, nem sorria; havia serenidade no seu rosto, tanto quando estava pálida quanto corada. Às vezes achava que ela ia sorrir, mas era só a curvatura natural que o rosto assumia quando falava alguma palavra começada com “a”. Aquele olhar por detrás dos óculos me fazia perder a razão das coisas que eu gostava de fazer e eu me rendia ao que ela desejasse, aonde ela me conduzisse. Qual um rato em direção à mandíbula da cobra eu não tinha forças para dizer não e essa sensação de impotência me excitava.

Um dia vi uma coisa que me deixou intrigado, ou deixei de ver, não sei bem. Por causa do banho quente que tomei, o banheiro ficou cheio de vapor, quase difícil de respirar, e o espelho embaçou. Passei a mão para desembaçar e enquanto olhava o reflexo da minha cara de cadáver, fiquei tonto, meus joelhos se dobraram e senti as mãos frias da Maria Eduarda me agarrando por trás, impedindo que eu caísse no chão. Antes de desmaiar procurei seu lindo rosto no espelho, mas só encontrei o meu rosto de doente.

Havia alguns dias que eu estava bem mais fraco do que já vinha me sentindo. Não conseguia mais trabalhar, me concentrar, quase um delírio. Maria Eduarda não saía da minha cabeça, fazendo com que eu desse pouco significado a tudo mais que me rodeava. Só ela fazia sentido.

Perdidamente apaixonado.

Depois do desmaio no banheiro, não me recuperei mais e ela envelhecia dia após dia cuidando de mim. O amor tem dessas coisas.

— Maria Eduarda! Não aguento te ver assim, meu amor! Você tá se acabando por minha causa! Eu te amo... — e ela me olhava com os olhos afundados em olheiras arroxeadas, por trás dos óculos. Já se viam fios de cabelos brancos, pés de galinha nos cantos dos seus olhos e rugas na testa. Eu estava disposto a morrer para cessar sua queda vertiginosa no poço sem fundo da velhice. Ela não me respondeu, apenas me olhou nos olhos de um jeito diferente, talvez tenha até dado um sorriso.

Quando acordei, depois de sei lá quanto tempo, sei lá quantos dias, ela estava sentada no chão, ao lado da cama, com a cabeça linda apoiada na mão esquerda, fazendo carinho no meu rosto cadavérico. Desconfiei de que precisava de cuidados médicos naquela hora porque não via mais as coisas como eram: Maria Eduarda estava jovem outra vez, com as bochechas rosadas, lábios vermelhos, sem rugas, cabelos muito pretos e brilhantes, linda, deliciosa, maravilhosa como a conheci. Tenho quase certeza de ouvi-la dizer pela primeira vez “Eu te amo”.

Apaguei novamente.

Até perdi a noção de quanto tempo estávamos juntos. Também não sei quanto tempo dormi; ou será que estava desmaiado? Num esforço de velho fraco que levanta para fazer xixi, todo cambaleante, arrastando os pés e me apoiando nas paredes, cheguei à cozinha. O que vi me fez ter certeza da precisão urgente de um médico!

Maria Eduarda espremia um pedaço de fígado e chupava o caldo vermelhão que escorria, depois rasgou a carne mole e nojenta com os dentes. Daí em diante não sei o que aconteceu, mas acordei assustado num local estranho.

— É seu Carlos, quase você foi pro beleléu, heim!

— Onde eu estou? O que aconteceu? Cadê a Maria Eduarda?

— Você tá no Hospital São Paulo e vai ficar um tempinho aqui com a gente, até descobrirmos aonde foi parar o seu sangue.

Conformei-me com a minha condição de doente e minha rotina era esperar pela chegada da hora da visita, só a Maria Eduarda não chegava.
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A Vítima - Filme completo


            
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Uma narrativa: A foto do Celular...


"“Anos atrás, a prima do meu amigo (uma mãe solteira) ganhou de aniversário um novo celular. Após um longo dia de trabalho ela pôs seu celular na mesa e começou a assistir TV, quando, após vir do colégio, seu filho veio a ela e perguntou se ele poderia brincar com o aparelho novo. Ela permitiu, mas disse a ele que não ligasse para ninguém ou mandasse mensagens de texto, ao que ele imediatamente concordou.Por volta das 11:20 da noite, quando ela se cansou de assistir TV, decidiu chamar seu filho e ir dormir. Andou até o quarto dele, apenas para ver que ele não estava lá. Então foi para seu próprio quarto para achá-lo dormindo em sua cama com o celular na mão. Navegando por seu celular, ela percebeu apenas pequenas mudanças como um novo papel-de-parede, toque de chamada, etc. e navegou para a seção de fotos.Começou deletando as últimas fotos pegas até quando chegou à última imagem. Quando viu aquilo pela primeira vez, não pôde acreditar. Era seu filho, dormindo em sua cama, mas era como se a foto tivesse sido tirada por alguém além dele. Era a metade esquerda de algo que aparentava ser o rosto de uma mulher idosa.”"



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Episódio perdido de Chaves: O Ataque Zumbi

Episódio perdido de Chaves: O Ataque Zumbi
Vocês conhecem Roberto Gómez Bolaños, o eterno Chaves?
Vocês acham que já assistiram todos os episódios dele?
Bom, o ano era 1976, Roberto estava ficando sem ideias para novos episódios e acabou criando um episódio bastante diferente. Por fim, entregou uma cópia do episódio para que alguns funcionários assistissem e pudessem expressar suas opiniões.
Infelizmente eu era um dos funcionários.
Nos reunimos e iniciamos o episódio que começava assim:
A sequência de abertura era normal. O episódio começava com Chaves entrando no pátio principal equilibrando uma vassoura na mão. De repente surgia a voz do Seu madruga gritando: “CHAVES VENHA AQUI.”
Chaves se esforçava para equilibrar a vassoura enquanto tentava olhar pela janela da casa do Seu Madruga e perguntava “Cadê você?” Nesse momento surge na janela um homem com os lábios desfigurados, olhos saltados e com o nariz pendurado. Claro que a maquiagem não estava perfeita, mais você conseguia perceber que tentaram fazer o melhor, afinal, era apenas um programa de comédia, não uma superprodução de cinema. A cena cortava e pulava para o pátio principal, dessa vez com Chiquinha perguntando para Quico “Onde tá o Chaves?” Quico respondia “Deve estar lá fora.” Então a tela ficava completamente verde e voltava com os dois olhando para cima.
Um disco voador estava descendo e preparando-se para aterrissar bem no meio da vila. Dava para perceber que era o mesmo disco voador que o Quico ganha em um dos episódios, porém, esse era maior.
Chaves entrava correndo na vila enquanto zumbis começavam a sair do disco voador. De repente começava a passar várias cenas em que Quico era atacado pelos zumbis, Chiquinha entrava correndo em casa e um Chaves ensanguentado se contorcia no chão. Depois de alguns cortes e chuviscos na tela, vemos Chiquinha saindo de casa e correndo para o outro pátio da vila.
No outro pátio vários figurantes estão sendo atacados por zumbis. Nhonho também estava entre os figurantes. Logo os zumbis começavam a derruba-lo. Chiquinha corria de volta para casa se escondia embaixo da mesa e começa a chorar. Então vinha o corte para comerciais.
O episódio voltava com Chiquinha soluçando enquanto andava pela vila deserta e gritava os nomes dos personagens. O episodio acabava com Chiquinha encontrando o corpo de Chaves no chão e falando entre soluços “Cha...vi...nho...” e o episódio terminava em silêncio.
Falamos com o Roberto sobre como o episódio ficou ‘terrível’. Roberto disse que era um projeto para o Halloween, e que ele fez apenas para os amigos. Ele também disse que a fita não estava com o episódio completo, tinha apenas algumas cenas que ele queria que víssemos.
Ele pediu a fita de volta e decidiu manter esse episódio guardado e esquecido junto com vários outros episódios secretos e obscuros do seu programa.
Hoje, não consigo assistir um bom episódio de Chaves sem lembrar daquele episódio horrível.
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Barney e suas pedofilias

Passou-se uma semana desde um ocorrido em nossa casa, mas mesmo assim, quando tento falar a respeito disso com meu pai ele me parece cada vez mais puto. Moro em uma casa com 4 pessoas: Eu, minha mãe, meu pai e meu irmão mais novo Lucas.
Meu irmão tem apenas 5 anos, o que justifica um pouco a raiva do meu pai em relação aos eventos inusitados e ainda recentes. Em pleno 2012, meus pais foram às lojas americanas e compraram um box de dvd's do Barney (Sim, aquele dinossauro roxo debiloide).
Quando eu questionei eles por quê eles comprariam dvd's de show velho como aquele, quando se tem tantos programas infantis atuais,eles me disseram alguma besteira sobre desenvolvimento psicológico infantil e coisas que eu realmente não dei atenção. Afinal, o Lucas adora e é isso que importa.
Bom, os dvd's vieram cheios de dicas para os pais (algumas do próprio David Joyner), bastidores, etc...
As coisas começaram a ficar um pouco estranhas há duas semanas atrás. Lucas passou a desenvolver um certa curiosidade por assuntos que não dizem respeito a uma criança de sua idade. Certo dia, ele simplesmente entrou na sala com um sorriso infantil e inocente e perguntou à nossa mãe, na frente de todos na sala, o que significava "abortar". Naturalmente, eu caí na risada, enquanto meu pai sorriu deliberadamente e minha mãe ficou horrorizada, enquanto tentava explicar algo bobo como: "é quando os pilotos saltam em segurança de seus aviões". O motivo pelo qual eu e meu pai achamos graça foi que minha mãe ficou horrorizada por achar (mesmo que por alguns segundos) que se tratava, de fato, da palavra "aborto", enquanto eu e meu pai logo percebemos que não poderia ser isso,embora, hoje não tenhamos mais tanta certeza assim.
Bom, passada uma semana desde esses incidente relativamente engraçado. Minha mãe havia viajado, eu e meu pai estávamos assistindo algo na TV, e Lucas estava no quarto assistindo seus Dvd's que meu pai havia colocado. Quando ouvimos um som um tanto quanto alto sair da TV do quarto de Lucas e logo em seguida, ele veio correndo em nossa direção, chorando e falando coisas impossíveis de se entender, até que após muitas tentativas, nós o acalmamos ele ficou dizendo repetidamente: "Barney é um monstro horrível! Barney é um monstro horrível!".
Ficamos completamente sem reação ao ver o garoto que há 10 minutos idolatrava Barney, estar com um olhar tão horrorizado e ferido após ter assistido o show dele. Sem entender direito e sem nenhuma explicação de meu irmão, fomos assistir o Dvd para nos certificarmos que não havia nada de errado...
O show teve sua abertura normalmente, suas músicas e brincadeiras também... Então, o áudio alterou de volume drasticamente, e pudemos ouvir o mesmo ruído que ouvimos da sala, porém mais alto. Era um ruído estrondoso e soava como o som de um quadro sendo arranhado.
E então, as coisas ficaram realmente bizarras. Eu não acredito em Papai Noel, no Elvis vivo, ou em mensagens homossexuais no Bob Esponja, mas mesmo assim, fiquei horrorizado com a cena que vi.
Nada de telas pretas, cortes de frames ou qualquer coisa do tipo: O dvd simplesmente travava por cerca de 5 segundos e você podia ouvir o áudio original (em inglês) do dvd e uma voz grave, grotesca e gritando distorcidamente "Suck me, little kid, suck me!" (Chupe-me criancinha, chupe-me) pelo que parecia ser menos de 1 segundo de vídeo. E então, reaparecia a imagem de Barney, o herói das criancinhas, em uma cena não-explícita de sexo oral, enquanto a música infantil ainda tocava, porém muito lentamente. A cena mais parecia uma foto e ficava na tela por cerca de 3 segundos, então cortava-se para o encerramento do show. Era o último dvd dessa temporada. Meu pai e eu tivemos tempo de assistir inúmeras vezes o dvd, e em todas as vezes, o mesmo acontecia. Lucas ainda está um pouco afetado com o incidente e agora fica facilmente assustado.
Meu pai ainda ligou para as Lojas Americanas e todos os fornecedores possíveis exigindo uma explicação. Porém, é inexistente. Acho que pode ser alguma falha de edição ou brincadeira de péssimo gosto. Meu pai não está tão cético á respeito.
Uma coisa é certa, eu nunca havia visto nada parecido. 



Anexarei uma foto e vocês podem tirar suas próprias conclusões.

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Contos

Já estava anoitecendo na Cidade de New Orlens, Estados Unidos, o tempo estava nublado e era noite de Lua Cheia.
Bruno, um garoto de 17 anos que morava um pouco afastado da cidade, resolveu chamar seus amigos e fazer uma janta de comemoração pelo seu aniversário em sua casa.
Dez horas já estavam todos seus amigos em sua casa, jantaram e ficaram bebendo ate altas horas da madrugada.
De repente, depois de estarem todos bêbados, Rafael, resolveu contar uma história para deixar todos com muito medo. A história era de Bloody Mary, uma garota muito bonita que vivia trancada em seu banheiro se admirando, e um dia enquanto estava arrumando seus cabelos, derrubou seu espelho no chão do banheiro e o quebrou. Ficou tão desesperada por ter quebrado seu espelho que acabou arrancando seus próprios olhos com os pedaços do espelho, e agora se alguém se atrever a pronunciar três vezes seu nome na frente do espelho ela arranca seus olhos, e faz com que seu sangue se espalhe por todo o banheiro.
Bruno se manifestou, disse que não acreditava nessa história, que Rafael estava contando só para deixar todos com medo, e que jamais uma mulher podia aparecer nos espelhos de um banheiro.
Rafael então disse que duvidava que bruno tivesse coragem de ir ate o espelho do banheiro de sua casa e pronunciar três vezes o nome de Bloody Mary, e que se ele fosse ate lá e pronunciasse ele lhe pagava uma caixa de cerveja.

Bruno concordou e subiu as escadas de sua casa ate o segundo andar e foi ate o banheiro, mas quando chegou lá ficou com muito medo, pensou que não precisava provar nada pra ninguém, que ele não acreditava mas não precisava mostrar que era corajoso o bastante pra pronunciar Bloody Mary na frente do espelho.
Ficou sentado um tempo no chão do banheiro e resolveu falar, pois nada ia lhe acontecer, aquela história era só uma mentira pra deixar todos com medo.
Então foi ate a frente do espelho, olhou fixamente para seus olhos refletidos no espelho e Falou:
- Bloody Mary.
Esperou um tempo e pronunciou novamente:
- Bloody Mary.
Ficou irritado e disse que isso era uma bobagem, que não precisava estar ali pronunciando aquele nome por que seus amigos achavam que ele estava com medo e foi em direção à porta do banheiro, mas quando foi sair, parou, pensou um pouco e disse que ia provar que aquilo era tudo mentira, que ia pronunciar novamente aquele nome em frente ao espelho.
Voltou na frente do espelho e pronunciou pela terceira vez:
- Bloody Mary.
Nisso começou a ouvir um monte de batidas na porta e se assustou, foi correndo em direção à porta para sair e encontrou com seus amigos dando risada do susto que ele levou.
Bruno chamou todos de idiotas por terem acreditado naquela historia e disse que provou que aquilo era tudo mentira.
Voltaram todos lá para baixo onde estavam antes e continuaram bebendo.
Bruno precisava ir ao banheiro e subiu novamente até o segundo andar.
Chegando lá, trancou a porta do banheiro e foi ate o espelho para lavar o rosto, pois estava muito bêbado já, mas ao olhar fixamente para o espelho, viu que seus olhos começaram a sangrar, desesperado ele se lembrou de Bloody Mary e ela apareceu ao seu lado, com os cabelos na frente de seus olhos, roupas rasgadas, um lado do rosto todo arranhado e escorrendo sangue por todo seu corpo. Bloody Mary levantou seu rosto para cima e Bruno viu só pedaços de vidros cravados em seus olhos. Ela estava com um pedaço de espelho em sua mão e com esse espelho ela arrancou os olhos de Bruno, espalhando seu sangue por todo o banheiro.
Seu sangue foi escorrendo por baixo da porta ate chegar à escada, quando estava jorrando sangue pela escada Rafael ficou desesperado e falou para os outros meninos que ali estavam que estava caindo sangue de lá de cima, mas eles nem olharam para a escada, pois acharam que era outra brincadeira de Rafael.
Mas Rafael ficou atordoado e subiu correndo as escadas para ver o que tinha acontecido. Ao chegar ao banheiro à porta estava só encostada, e quando a empurrou, encontrou Bruno caído no chão do banheiro sem os olhos e com sangue por todo o corpo, saiu correndo e gritando desesperado pela escada, todos que ali estavam ficaram apavorados e correram ate Rafael para lhe perguntar o que tinha acontecido. Ele contou que Bruno estava morto no banheiro sem os olhos e saiu correndo em direção à porta de saída da casa.
Mas ao tentar abrir a porta, viu que ela estava trancada, toda arranhada e com sangue escorrendo.
Rafael e seus outros amigos tentaram de tudo para sair da casa, mas não adiantava, estavam trancados.
Na casa se ouviam vários barulhos, arranhões nas portas e paredes, vidros se quebrando, gritos de horror vindos do banheiro onde Bruno estava morto, e sangue escorrendo pelas escadas.
Rafael não sabia o que fazer, não sabia onde se esconder estava com muito medo que ninguém que estivesse ali dentro daquela casa iria se salvar.
Rafael gritando correu para o quarto de Bruno para se esconder e tentar escapar daquela casa. O quarto era no primeiro andar, e ele foi ali para não precisar subir as escadas e passar pelo banheiro.
Entrou no quarto, trancou a porta e foi em direção à janela, mas de nada adiantou, a janela estava com o vidro quebrado em vários pedaços pontudos, mas havia grades pelo lado de fora e não tinha como sair por ali.
Rafael voltou para a porta para ir para outro lugar, mas ele estava trancado, não conseguia mais abrir a porta. Tentou quebrar, deu chutes, se atirou contra a porta, mas de nada adiantou.
Voltou e se debruçou em uma cômoda que havia ali no quarto, e gritou três vezes.
- Bloody Mary
- Bloody Mary
- Bloody Mary
- Bloody Mary não existe, não pode ter sido ela a matar Bruno, isso é só uma lenda, ele se arrancou seus próprios olhos sozinho pra nos deixar loucos. Disse Rafael Apavorado.
Mas ao se virar para trás deu de cara para um espelho do chão ate o teto do quarto, um espelho enorme e que refletia toda sua imagem.
Atrás dele ele viu Bloody Mary de cabeça baixa e gritou desesperado. A casa inteira tremeu, e Bloody Mary deu outro grito de fazer Rafael cair no chão com os ouvidos estourados e sangrando.
Rafael ao se levantar, do seu outro lado viu Bruno, com as roupas rasgadas, com seu corpo todo arranhado pelos pedaços de vidro e todo ensanguentado, só com buracos enormes no lugar dos olhos. Os olhos de Bruno estavam no rosto de Bloody Mary.
Então Bruno falou de dentro do espelho:
- Você me matou.
- Você não deveria ter mexido com o mundo dos mortos, e agora estou nesse mundo também.
- Isso tudo é culpa sua, mas agora estou do lado de Bloody Mary.
- E o próximo a morrer será você.
Nisso Rafael começou a tremer, estava tendo um ataque, seus olhos começaram a sangrar, seus cabelos e seus dentes a cair e por dentro, seus ossos estavam sendo esmagados um por um.
Risadas e gritos vinham de dentro do espelho, e Bruno com um pedaço de vidro arrancou os olhos de Rafael.
Rafael estava morto, e todos os espelhos da casa estavam possuídos por Bruno e Bloody Mary que estavam unidos para matarem todos que olhassem para algum espelho.
No Quarto, velas que estavam acesas em cima da cômoda caíram e com isso, o quarto ficou em chamas, passando o fogo para a casa inteira.
Os outros meninos tentaram fugir, tentaram quebrar, arrancar a grade fora das janelas, mas as grades eram muito resistentes e nada poderia vencer a força da raiva de Bruno e Bloody Mary.
Com a casa em chamas, foram todos os meninos morrendo, um por um, com seus ossos sendo esmagados pela imagem dos espelhos que estavam refletindo pela casa inteira e queimados pelo fogo que estava se espalhando rapidamente.
Quase todos morreram, mas ainda restava um. Fabio estava escondido em um quarto no segundo andar da casa.
Mas logo apareceram Bloody Mary e Bruno no espelho refletido no quarto.
Fabio estava apavorado tentando escapar do quarto, mas também estava trancado e não havia o que fazer.
Quando Fábio passou a mão em seus olhos, percebeu que eles estavam sangrando, mas ele lembrou-se que já havia escutado essa lenda de Bloody Mary outras vezes e tinha só uma maneira de derrotar Bloody Mary e Bruno, que era aprisionando eles para sempre em sua própria imagem refletida em outro espelho.
Fabio já estava muito fraco, pois já havia perdido muito sangue, mas conseguiu ir ate outra parede que tinha um espelho preso, arrancou o espelho e colocou contra o espelho que Bloody Mary e Bruno estavam.
A imagem de Bloody Mary e Bruno se refletiu contra eles e a casa tremeu, ouviu-se apenas mais um grito de horror e Fabio atirou o espelho contra a parede, deixando Bruno e Bloody Mary para sempre aprisionados no mundo dos mortos.
As grades da janela caíram para o lado de fora, e Fabio conseguiu sair da casa.
A casa estava em chamas, e todas as paredes com marcas de arranhões e pancadas, e depois de Fabio sair correndo pela mata que havia atrás da casa, a casa se desmoronou acabando de vez com as almas de Bruno e Bloody Mary.
Fabio nunca mais foi visto, ele desapareceu depois daquela noite.
Ninguém ficou sabendo se Fabio acabou morrendo depois de tudo o que aconteceu pelo fato de ter perdido muito sangue e sair de lá muito fraco, sem ser cuidado por ninguém ou se ainda estava vivo, mas o fato é que seu corpo nunca mais foi encontrado.